Saturday, November 29, 2008


Por que é que o cão é tão livre?
Porque ele é o mistério vivo que não se indaga.

Clarice Lispector

Vai e vem de vida, quase me esgota o ar; e a dor... Dorme mais um pouco, acorda pra me dar boa noite...

Tuesday, November 04, 2008

Juncos pra sempre.

Depois de ti, eu juro por Deus,
jamais a mesma...

Sunday, October 12, 2008


Anda-me doendo o mundo.

Vento no rosto, eis meu nome indígena.

Tempo, tempo... não deixa o mundo me engolir... Amém!



Friday, May 02, 2008


Hoje está um dia de nada. Hoje é zero hora. Existe por acaso um número que não é nada? que é menos que zero? que começa no que nunca começou porque sempre era? e era antes de sempre? Ligo-me a esta ausência vital e rejuvenesço-me todo, ao mesmo tempo contido e total. Redondo sem início e sem fim, eu sou o ponto antes do zero e do ponto final. Do zero ao infinito vou caminhando sem parar. Mas ao mesmo tempo tudo é tão fugaz. Eu sempre fui e imediatamente não era mais. O dia corre lá fora à toa e há abismos de silêncio em mim. A sombra de minha alma é o corpo. O corpo é a sombra de minha alma.

Clarice.

Monday, January 07, 2008

"Como se eu estivesse fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam pra se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá. Você fala qualquer coisa tipo bá, por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros. Mas eu fico sempre do lado de fora. Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar. Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota..."
Caio Fernando Abreu

Feliz Ano Novo!


Eu sou à flor da pele... E como os extremos me assustam...

Wednesday, June 27, 2007



Quero um mal de morte
A estas almas incertas.
Tortura-as a honra que vos fazem,
Pesam-lhes, dão-lhe vergonha os seus louvores.
Porque não vivo
Preso à sua trela,
Saúdam-me com um olhar agridoce.
Onde passa uma inveja sem esperança.
Ah! Porque não me amaldiçoam!
Porque não me viram francamente as costas!
Aqueles olhos suplicantes e extraviados
Hão-de enganar-se sempre a meu respeito.

Caminho a passos largos pelo teu rastro, te amo porque do amor nasce o amor. Minha saudade é infinita, e te encontro lá, ou aquí, porque tua presença aquí dentro e aquí fora, eles sabem quando vêem meu sorriso é igual!
Ainda não sei onde te encontrar, quando chegar a hora me avisa. Tu foi sem me avisar... Andei te vendo por aí, não consegui falar nada, mas tenho muita coisa pra te contar, ou nada.
Senta comigo e vê o sol. Tá ouvindo o barulho do rio?

Friday, June 22, 2007


Silêncio.

Sunday, June 17, 2007


Dores por sentimentos intrínsecos e agonias malditas, de cinco xícaras de café bem forte todas as mãnhas. De semanas inteiras e cheias de tanto ... tantas...
Insânia cerebral fajuta. Puro cansaço, afinal não sou de ferro.
Ah, que bom se fosse eu de sonhos, ou de algodão ou de fogo, queria arder por aí afora. E me espalhar com o vento ...
Não sei no mundo nada melhor do que a liberdade, ou talvez o amor? Junta-se os dois e joga-se fora o café!
Mas antes me dá mais um gole?
.

Tuesday, June 12, 2007


Eu encontrei-a quando não quis mais procurar o meu amor
e quanto levou foi pra eu merecer
antes de um mês
eu já não sei
E até quem me vê lendo jornal na fila do pão
sabe que eu te encontrei
E ninguem dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é quem sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar tanto clichê
deve não ser
Você me falou pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar a minha TV
num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira
e ir onde o vento for
Que pra nós dois sair de casa já é se aventurar
Ah vai! Me diz o que é o sossego
que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar eu sigo essa hora
pego carona pra te acompanhar

Thursday, May 31, 2007

"Fisicamente, o andar não é mais do que uma queda evitada a cada instante; da mesma maneira a existência é a morte suspensa, adiada, e a atividade de nosso espírito não é mais que uma luta constante contra o tédio." Schopenhauer
Esperar, esperar e esperar mais um pouco. Que coisas aconteçam, que chegue o dia D, que as horas passem que o vida mude, que a puta que pariu. Esperar é um saco!
Mudança de lua talvez, mas... Cansada...
Cansada de esperar, cansada de rotinas, e tudo em um certo momento vira rotina.
Quero tocar uns copos na parede, entrar no rio guaíba pelada, dane-se o frio.
Não é T.P.M nem nada. É uma agonia que pensei que tivesse ido embora, mas não, tá aquí guardadinha e em alguns dias vem à tona me dar idéias.

Monday, April 30, 2007


It's, oh, so quiet
It's, oh, so still
You're all alone
And so peaceful until...

Eu não vou mudar não

Eu vou ficar são

Mesmo se for só não vou ceder

Deus vai dar aval sim

O mal vai ter fim

E no final assim calado

Eu sei que vou ser coroado rei de mim.


Thursday, April 12, 2007


_ seria ótimo.
_ é, seria!

.
ah, odeioooo você.
já q não tenho nada bala escrevo: pirulito! =)~
tá aquí, teu pedido é uma ordem.

Saturday, March 17, 2007

"Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguem nem jamais lhe puseram rédeas nem sela - apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma docura primeira de quem nao tem medo..."

http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=2180

Wednesday, March 07, 2007

Perspectivas...
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
.

Sunday, February 25, 2007


Pois se é no "não" que se descobre de verdade
O que te sobra além das coisas casuais?
Me diz se assim está em paz
Achando que sofrer é amar demais

Tuesday, February 20, 2007

Faz tanto sentido.

But on and on
from the moment i wake
to the moment i sleep
I'll be there by your side




Tuesday, February 13, 2007


Desde o começo não sei quem és

No fundo não te conheço

Se calhar sou o culpado se calhar até mereço,

Quis confiar em ti mas não deixaste ou não quiseste,

Imagino as coisas que tu nunca me disseste

As vezes queria ser mosca e voar por aí,

Pousar em ti,

Ouvir o que nunca ouvi,

Ver o que nunca vi nem conheci

Saber se pensas em mim quando não estás comigo,

Será que és minha amiga como eu sou teu amigo?

Será que falas mal de mim nas minhas costas?

Há coisas em ti que tu não mostras ou já não gostas ...
Não peço nada em troca apenas quero sinceridade,

Por mais que doa e difícil que seja venha a verdade.
Será que alguém te toca em segredo, será que é medo?

Será que pra ti não passo de mais um brinquedo?

Será que exagero será que não passa de imaginação?

Será que é o meu nome que tens gravado no coração ou não?

Eu sou a merda que vês

Ao menos sabes quem sou

E sabes que tudo o que tenho é tudo aquilo que te dou,

Nunca te prometi mais do que podia,

Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia...
Porque é que não me olhas nos olhos quando pedes perdão?

Será que por saberes que neles vejo o reflexo do teu coração?

E os olhos não mentem quando a boca o faz,

E se ainda não me conheces,

Então nunca conhecerás,

Serás capaz de fazer o que te peço?

Desculpa-me ser mal educado quando stresso assim me expresso...

Sou frio, praguejo o excesso

Se conseguíssemos dialogar já seria um progresso,

A chama enfraquece e está a morrer aos poucos

Porque é que é assim?

Será que estamos a ficar loucos?

Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti.....

Esta é a carta que eu nunca te escrevi!!!

Monday, January 15, 2007


E ser...
Como uma varinha de condão
Para quando riscar o chão
Espalhar, espalhar no céu (ah!)
Beatles a granel
Em sonhos de papel
Porque na vida amar é fel e mel
Feliz com àquelas agonias todas de viver!
Why'd you have to be so cute
It's impossible to ignore you
Must you make me laugh so much
It's bad enough we get along so wel
lSay goodnight and go
Why is it always, always:
Goodnight and Go?

Sunday, December 24, 2006

Nesse curso entendi que a vida não tece apenas uma teia de perdas mas nos proporciona uma sucessão de ganhos. O equilíbrio da balança depende muito do que soubermos e quisermos enxergar (...)
(...) sou dos que acreditam que a felicidade é possível, que o amor é possível, que não existe só desencontro e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza. Penso que no curso de nossa existência precisamos aprender essa desacreditada coisa chamada "ser feliz".
Na arte como nas relações humanas, que incluem os diversos laços amorosos, nadamos contra a correnteza. Tentamos o impossível: a fusão total não existe, o partilhamento completo é inexeqüível. O essencial nem pode ser compartilhado: é descoberta e susto, glória ou danação de cada um -solitariamente. Porém numa conversa ou num silêncio, num olhar, num gesto de amor como numa obra de arte, pode-se abrir uma fresta. (...)
(...) Espiarão juntos, artista e seu espectador ou seu leitor - como dois amantes. E assim, rasgando joelhos e mãos, a gente afinal vai.
Pois viver deveria ser - até o último pensamento e o derradeiro olhar -transformar-se.
Somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia ou acomodação, nossa esperança e fraternidade ou nossa desconfiança. Sobretudo, devemos resolver como empregamos e saboreamos nosso tempo, que é afinal sempre o tempo presente. Mas somos inocentes das fatalidades e dos acasos brutais que nos roubam amores, pessoas, saúde, emprego, segurança, ideais. De modo que minha perspectiva do ser humano, de mim mesma, é tão contraditória quanto, instigantemente, somos. Somos transição, somos processo. E isso nos perturba. O fluxo de dias e anos, décadas, serve para crescer e acumular, não só perder e limitar. Dessa perspectiva nos tornaremos senhores, não servos. Pessoas, não pequenos animais atordoados que correm sem saber ao certo por quê.
Fruto de enganos ou de amor, nasço de minha própria contradição.
O contorno da boca, a forma da mão, o jeito de andar
(sonhos e temores incluídos) virão desses que me formaram.
Mas o que eu traçar no espelho há de se armar também segundo o meu desejo.
Terei meu par de asas cujo vôo se levanta desses que me dão a sombra onde eu cresço
- como, debaixo da árvore, um caule e sua flor.
O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. É uma idéia assustadora: vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamos conforme nossa abertura ou exclusão em relação ao mundo.
Em plena maturidade sinto em mim a menina assombrada com a beleza da chuva que chega sobre as árvores num jardim de muitas décadas atrás. Tudo aquilo é para sempre meu, ainda que as pessoas amadas partam, que a casa seja vendida, que eu já não seja aquela. Para isso precisei abrir em mim um espaço onde abrigar as coisas positivas, e desejei que fosse maior do que o local onde inevitavelmente eu armazenaria as ruins. Os contornos desse eu que me propuseram precisaram ser ampliados segundo o meu jeito, para que, dentro de todas as minhas limitações, eu pudesse me abrir e acolher a vida em constante transformação. Boa parte do tempo andamos meio às cegas, avançando por erro e tentativa, tateando entre os desafios de cada dia. Sobre essa terra firme ou areia traiçoeira teremos de erguer a nossa casa pessoal feita em parte desses materiais brutos. Nem tudo pode ser programado. Os cálculos têm resultados imprevistos. Misturamos em nós possibilidade de sonhar e necessidade de rastejar, medo e fervor. Talvez seja utopia, mas se eu não deixar que se embote a minha sensibilidade, quando envelhecer, em vez de estar ressequida eu terei chegado ao máximo exercício de meus afetos.
Nascemos com toda a carga de nossa genética física e psíquica. Mas não somos apenas isso. Somos em parte resultado do que foram nossos pais. Mas não somos apenas isso. A sociedade em que vivemos tem muitos olhos e braços, que nos vigiam e interferem em nossa realidade. Um deles chama-se opinião alheia. Não a de algumas pessoas amadas e respeitadas, mas essa entidade informe, onipresente, quase onipotente, do "o que eles vão pensar". Sem pedir licença, entra em nossa casa e nossa consciência, limitando, podando.
Mas quem nos dará sugestões, quem nos pode ajudar - se somos também pré-formados, pré-fabricados e condicionados? Quem vai destramar esses fios, onde começamos nós e termina a influência de tantos? Por isso somos buscantes, inquietos, naturalmente insatisfeitos. Não condenados: somos livres para muitas decisões. A partir de quando pude ter algum discernimento, o que fiz para continuar sendo - ou melhorando - isto que agora sou? Como fui me tornando um indivíduo que cultiva liberdade mas também respeito e ternura pelo outro? Como me posicionei em relação a essa entidade anônima e poderosa que se chama os outros, que pode ser amável e cruel?
Nossa visão imprecisa se define mais com o amadurecimento e a reflexão. Forma-se o que chamamos personalidade, opinião própria, atitude. De mil maneiras mostraremos o lugar que pretendemos ocupar: pela escolha das nossas roupas, da profissão, do parceiro, de tudo. Sobretudo no inconsciente eu me comportarei conforme a confiança, a suspeita, o entusiasmo ou o ceticismo que me caracterizam.
Auto-estima é o que me vem à mente. Visão positiva, não cor-de-rosa ou irreal, significando confiança. Capacidade de alegria, busca de felicidade, crenças. O que de melhor posso fazer, como ser inteiro e feliz, dentro de minhas possibilidades - que geralmente extrapolam aquilo em que acreditamos ou nos fazem crer.
Tem a ver com superar o confortável espírito de rebanho: formar e sustentar opiniões próprias. Não com viver desdenhosamente à margem, mas enfrentar o risco de algum isolamento. Não vender a alma a qualquer preço por qualquer companhia, mas selecionar os amados eleitos, os amigos leais, os mestres e modelos sensatos. Até mesmo a profissão mais adequada, a que nos dê mais prazer, se é que podemos fazer essa escolha: temos de pegar qualquer atividade quando se trata de sobreviver. Falar é fácil... Eu sei. Mudanças produzem ansiedade. Tentar sair do emprego em que me pagam mal ou estou infeliz; enfrentar pai ou mãe opressivos; romper um relacionamento amoroso que me diminui ou esmaga; evitar um convívio em que um se anula para que o outro tripudie, num processo de servidão que gera ressentimento e culpa. Sair do estabelecido e habitual, mesmo ruim, é sempre perturbador. O desejo de ser mais livre é forte, o medo de sair da situação conhecida, por pior que ela seja, pode ser maior ainda. Para nos reorganizarmos precisamos nos desmontar, refazer esse enigma nosso e descobrir qual é, afinal, o projeto de cada um de nós.
Nossa maneira de ver e viver reflete - e repete - aquela com que fomos vistos quando éramos somente reflexo no espelho, ou vamos formando uma postura própria com todo o esforço e dor que isso possa exigir? Sendo contraditórios, somamos hesitação e medo com audácia e fervor. Podemos nos esconder no quarto escuro ou virar a cara para o sol, alternar as duas posturas, gastar e consumir, amealhar e multiplicar. Somos tudo isso. Nossa anistia ou nossa aniquilação. Não é só culpa dos outros se ficamos truncados. Em cada estágio podemos colocar algum traço, algum ponto, alguma cor no projeto de quem pretendemos ser. Podemos ser obrigados a usar disfarces, mas no centro de nós mesmos ressoa o nome que nos dermos: a nossa chancela.
Perdas e Ganhos
LYA LUFT



Wednesday, November 15, 2006


Preconceito é uma atitude discriminatória que baseia conhecimentos surgidos em determinado momento como se revelassem verdades sobre pessoas ou lugares determinados. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são o social, racial e sexual.
Eu to revoltada, to furiosa...
Odeio a ignorância!
Você pode se iludir
Mas ilusão custa caro
Pode até se divertir
Como um animal adestrado
Você tem direito a ter um advogado
Você pode fala
rMas é melhor ficar calado
A verdade é cruel
Mas é melhor que seja dita
Eu vou cuspir pro céu
Que ao menos me refresca a vista
Você pode pensar o que bem entender
Mas é melhor tomar cuidado
Que alguém pode se ofender
Mundo cão, mundo cão
Não estou vendo nada novo
Mundo cão, todos estão
Com uma coleira no pescoço
Ninguém mandou ficar de quatro
Ninguém mandou
Você pode ir em frente
Mas não pode olhar pros lados
Pode até comprar
O que não queria ter comprado
Pode ter razão
mas não pode estar certo
Você pode se mexer
Mas é melhor ficar quieto
A verdade liberta
A verdade é essa